Número total de visualizações de página

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Carta Aberta XIX - Sr. Presidente C.M.Penamacor

Sr. Presidente
Pensava que já poucas seriam as coisas que me surpreenderiam na vida, desde que, há algum tempo, vi num programa televisivo, um cão, um pastor alemão, hipnotizado, nado e criado nesse país que teima em querer mandar em toda a Europa, a Alemanha, tirar a carta de condução. Fez mesmo a prova escrita de código. Contudo, na minha mais recente ida a Penamacor, no gozo de mais uma sempre merecidíssima folga, ao chegar à rotunda da Senhora dos Caminhos, reparei que no seu interior estava “desenhado” um cabouco triangular.
- Oh Diabo, o que vai nascer daqui? - Interrogava-me em silêncio enquanto circulava pelas quatro vias das Lajes; Avenida da Republica é demasiado “finérrimo” para tão colossal mamarracho. Perguntei a muita gente, em concreto ninguém me conseguiu informar do que iria ali nascer, apenas uma coisa em comum ouvi: Um monumento com três metros de altura, relacionado com o Ultramar.
Perguntei igualmente se seria em memória dos combatentes mortos no Ultramar, já temos um monumento aos mortos da 1ª Grande Guerra.
Honrem-se os mortos, que os vivos não merecem.
Uma resposta elucidativa, ninguém me deu.
Sr. Presidente
Seja lá o que for que ali vá surgir, naquela tão mal parida rotunda, tenho a certeza que será mais um mamarracho para esbanjar dinheiro, dinheiro que o concelho tanto precisa para obras mais importantes.
Falando de obras, tantas vezes li na imprensa regional e tanto ouvi falar no futuro Hotel de Penamacor.
- Onde está?
- Como é possível fazer promessas e não se cumprirem?
Sr. Presidente
Ao ver a génese de mais um mamarracho, não há dois sem três, fico com a quase triste certeza, que este elenco camarário, o Presidente e os dois edis, se estão a tornar nos coveiros do já muito débil concelho de Penamacor.
O concelho de Penamacor, a continuar assim, vai morrer.
Sempre ao Dispor
Zé Morgas

1 comentário:

  1. Zé, meu Amigo,
    Tenho conhecimento de que, no dia 1 de Junho próximo, o nosso Concelho vai homenagear os combatentes da guerra do Ultramar, nas suas três frentes. Segundo me consta, somos o único concelho do País onde tal acção não teve lugar.
    Sendo assim, não me repugna que sejam lembrados aqueles que deram o corpo ao manifesto e até a própria vida numa guerra mal começada e pior acabada.
    Agora a forma como se vai processar essa homenagem é que pode ser discutível e discutida, pois se acabar em mais um "mamarracho", como tu auguras, num trabalho que mais do que honrar ... desonre... como a da placa com o nome do Presidente da República... então, mais vale estar quieto.
    Mas tenho a "certeza" de que a homenagem atingirá os fins que se propõe: lembrar os que da lei da morte se libertaram e fazer reviver aos que ficaram e lá vão estar presentes que a Pátria é digna de todos os sacrifícios, se nos forem impostos com honra e de boa fé.
    Já tanto não digo daqueles que, dizendo-se "sacrificados" se vão enchendo "à tripa forra". Que lá na guerra também os houve...
    Venha, pois, o monumento aos nossos Combatentes do Ultramar. Que os seus dinamizadores e autores consigam levar a cabo este seu empenho com a dignidade que tal obra exige e que não seja apenas "para cumprir calendário"...

    ResponderEliminar