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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Carta Aberta XXXIII - Sr. Presidente C.M.Penamacor

Sr. Presidente
Vi, com agrado, na minha última estadia em Penamacor, durante a semana passada, que uma equipa da Junta de Freguesia procedia à reposição de material nas juntas dos paralelos da calçada na principal rua da Vila.
Um simples e bom começo para evitar que o problema se agrave, sabendo que outro tipo de intervenção é necessário para ser mais duradoiro.
Sei que este não será o problema mais importante a resolver no imediato, nem factor decisivo ao impedimento do desenvolvimento do nosso concelho.
Sei também, publicamente são falados, terá de futuro problemas mais graves para resolver, que lhe ocuparão e à equipa que lidera, demasiado tempo. Tempo que também não lhe quero ocupar.
Contudo, e porque é quase Natal, não resisto a roubar-lhe alguns preciosos minutos para lhe falar de uma passagem.
A própria Vida é uma passagem, uma breve passagem que se deseja para todos longa e vivida com alegria, infelizmente curta para alguns dos que a seguir recordarei, pessoas por quem tinha a maior das estimas, respeito e consideração, o mesmo respeito e consideração com que evocarei as suas memórias e os nomes e cognomes pelos quais carinhosamente eram conhecidos e tratados.
Deixo em registo neste modesto texto um sincero voto de Paz à Suas Almas.
Não é a esta passagem de vida que me quero referir, refiro-me a um caminho, uma passagem pedonal, uma maldita passagem.
Sr. Presidente
Lembro-me que foi numa fria tarde de um Domingo invernal de Janeiro do ano ido de 1995 do século passado.
Entrei no café Flor do Adro.
Ao redor de uma mesa, estrategicamente colocada junto a uma fonte irradiadora de calor, conversando e saboreando um café quente, estavam sentados: Sr. Padre Manuel Toscano, Sr. Manuel Marinheiro, Sr. Manuel Sapateiro e o Sr. António Pioscas.
Cumprimentei-os, de imediato me convidaram a sentar-me junto a eles e a beber o que quisesse.
Café e whisky foi a minha escolha.
Continuaram a conversa na minha presença.
Falavam da alteração da localização para a futura construção da fábrica dos têxteis.
Naquele momento revelou o Sr. Manuel Sapateiro ao Sr. Padre Manuel a intenção de desistir da compra já apalavrada de uma parcela de terreno, sita nos Unhais, propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial de Penamacor.
A intenção passava por construir onde se localiza actualmente.
Disse o Sr. Padre Manuel que compreendia a deslocalização, não haver penalização na desvinculação da palavra, qualquer belisco na amizade, e de imediato, eu, porque bem conhecia o terreno, até confinava com um que o meu Pai lá tinha e têm, propus-me a comprar o dito terreno, pelo mesmo valor acordado com o Sr. Manuel Sapateiro.
Assim, sempre a Fábrica da Igreja encaixava uns dinheiros.
O Sr. Manuel Marinheiro com a perspicácia que lhe era reconhecida para o negócio, ajeitou logo forma de inflacionar a venda a favor do Padre Manuel e da Igreja.
Falei do problemático acesso ao terreno, da legitimidade como uma pequena parcela de terreno fora “engolida”, das muitas horas passadas aos domingos de manhã no tempo em que fazia o ensino preparatório, a apanhar pedras no terreno do meu Pai, que transportava num carrinho de mão para atulhar uma cratera que por ali existia ao fundo da quelha, dificultando a passagem dos utentes, originada pelo forte caudal de águas pluviais oriundo da Rua de Carros. A obstrução à passagem das águas foi feito com a construção de uma mini barreira em cimento, que ainda lá está, erguida também com muito do meu suor.
Verdade que tais esforços valeram-me a recompensa de uma bicicleta, comprada no Ti Faustino na Aldeia do Bispo e alguns elogios dados pelo Ti Joaquim Beltrão e o Ti João D’metro, Deus os tenha também em bom descanso na nossa ausência, homens que tratavam os terrenos vizinhos, que viam beneficiada assim a segurança da sua passagem.
Recordei-lhes na Flor do Adro, as dificuldades sentidas nomeadamente no tempo da colheita da azeitona, eu próprio padeci lá muito a carregar quelha “acima”, sacas cheias ás costas.
Era proibido o uso de mochilas. Mochila era carrego de mulher. Brutidades do tempo.
As pessoas que tratavam os terrenos vizinhos, e todos os que os ajudavam, a entreajuda era uma constante na época, nomeadamente na apanha da azeitona, sofreram muito, durante anos carregaram pesados sacalhões quelha acima, e quelha abaixo, era necessário transportar sementes, adubos estrumes, etc, tudo o necessário ás lides agrícolas, a comida para os animais que por ali abundavam: galinhas, patos, perus, coelhos, porcos...
Era uma festa anual, um ritual de partidas, a matança do bácoro realizada nos Unhais. Doloroso era trazer o animal morto até à Rua de Carros.
Transportei alguns ás costas por aposta. Perder não era palavra que conhecesse. Outros vinham de carrinho de mão ou de padiola, apenas porque alguém, não permitia a passagem de qualquer viatura motorizada pela quelha, alegando alto e bom som ser propriedade sua.
Sem perceber o porquê da “guerra da quelha”, tanta era a gente que ali passava, interrogava os vizinhos agricultores porque é que naquelas alturas não “cravavam” um tractor para transportar as coisas. Um encolher de ombros e lá ouvi algumas vezes uma enigmática frase dos homens que me elogiavam o trabalho de atulhar o buraco:
- Não vale a pena arranjar chatices. O homem diz que isto é tudo dele, que aprendeu muito na escola do S. Carlos.
Com o passar do tempo fui aos poucos sabendo a causa da discórdia, não como foi feita.
Acordei o valor a pagar, foi selado com a abertura de uma garrafa de Logan, que eu paguei.
Outra peripécia houve. No dia seguinte ao sinalizar a compra o valor disparou. Foi feito um cambalacho. Perdoei a acção aos intervenientes na jogada.
Cobri a parada. Comprei o terreno. Ganhou a Igreja.
Já tinha gasto muito mais dinheiro em coisas menos importantes e de menos valor.
Uma forma de provar ao meu Pai que não gastava tudo o que ganhava só na “estroina” e em viagens. Já contava algumas pela Europa.
Disse-me o Padre Manuel que iria marcar a escritura, arrolar duas testemunhas e me daria conhecimento da data, afim de eu me deslocar de Santo André até Penamacor para formalizarmos o acto.
Só no dia da escritura soube que afinal o terreno estava em nome de: Bens da Igreja (Confraria Santíssimo Sacramento). Foi feita uma escritura por usucapião a favor da Fábrica da Igreja Paroquial de Penamacor e quase em simultâneo a escritura em meu nome.
Foi uma das testemunha o Sr. Zé Cunha, um homem que sempre conheci a trabalhar na Taberna do Sr. Manuel Seguro, onde também confesso ainda bebi os meus valentes tintos e comi deliciosas pataniscas de bacalhau.
Admirava o Ti Zé Cunha por duas razões, primeiro pela extraordinária calma com que atendia principalmente quem já estava ébrio, e segundo, aqui sim também com um misto de fascínio, pela forma como servia os copos. Para ouvir a tão exclamada reclamação da juventude “Oh Ti Zé eu não sou careca” servia os copitos de três, parcos em volume, abaixo do bordo. Ouvida a exclamação, era um encanto ver a arte com que rasava os copos sem rasoura, sem verter uma gota. Não se elevavam os copos à boca com receio de tombar pinga, beijava-se o vinho, chupando-o.
Sei por experiência que bocas de taberneiros e barbeiros são por excelência túmulos sagrados de confidências anónimas.
Perguntei-lhe se naquelas conversas ouvidas na taberna em momentos mais quentes, em que o vinho solta a língua, se discute o marco mal colocado, o cômaro desfeito, a cortiça tirada por mão alheia, um palmo ou dois de terra surripiado, etc... já ouvira falar do problema de um pedaço de terra anexado a um terreno de forma duvidosa.
Acenou a cabeça em sinal afirmativo e lá ouvi que - aquele bocadito de terra, que é uma miséria, o seu Pai têm razão, era de família do tio do seu Pai, padrinho do seu irmão. Esse homem esteve acamado muito tempo, tratou-o a sua Mãe com muito carinho até morrer. Mas sabe, pelos vistos aquele bocadito de terra foi parar a nome de outro.
É verdade, bem o sei, mas porque há coisa que o tempo não apaga da memória, alimentei com alguma esperança a resolução do problema através de uma “magistratura de influência familiar”.
Num almoço, lá para os lados da Quinta de S. Tiago, em conversa com o novo dono manifestei-lhe a intenção de lhe comprar por preço justo aquele pedaço de terra, para me facilitar a passagem a mim e aos demais, inclusive a ele.
Ouvi o que não desejava, palavras desagradáveis, ameaças, perdoei-as pela diferença de idades, e a manifesta vontade de um dia colocar um portão no início da quelha, porque a quelha lhe pertencia.
Se me vendesse aquele pedaço de terra perdia o direito à quelha.
Resolvi deixar o terreno e as oliveiras aos cuidados do meu Pai.
Mal ou bem, com menor ou maior esforço lá ia cuidando das minha oliveiras.
Estive uns anos sem lá por os pés.
Nessa altura arranjei a 1ª folha A4 com o cadastro do local.
É sabida a minha paixão pelas grandes motos e motorizadas.. Percorri aquela quelha dezenas de vezes na Flandria do meu Pai, a motorizada da minha aprendizagem. A garagem sempre foi naquela térrea casa lá no sítio dos Unhais.
Conhecia os buracos e o lugar das pedrinhas de cor e olhos fechados. Tantas foram as vezes que por ali escapei aos guardas, Albino, Moreira, Rato. Quando o perigo espreitava pela Vila, conduzi dos 10 até aos 14 anos sem licença de condução, arranjava sempre forma de entrar por uma das transversais da Rua de Carros, motor desligado, em surdina a ingreme descida encarregava-se de me conduzir ao meu refúgio de abrigo.
Junto aquela casa esteve longo tempo imobilizado ao sol e à chuva um tricarro Zundapp, que decidi recuperar. Com o motor “agarrado” mais não me restou que recorrer à ajuda de um tractor para rebocá-lo.
Soube posteriormente e sem aprofundar grandes detalhes, que nem tenciono saber, tal acto valeu-me quase um processo em tribunal.
Chegou-me o recado: “O meu genro é juiz e trata dele”.
Sorte a minha o tractor ser pertença e conduzido pelo sobrinho de quem que ser dono do caminho. Há dias de sorte.
Por essa data fui buscar outro cadastro em formato A4 ao IGP em Castelo Branco.
A funcionária em Castelo Branco disse-me não haver dúvidas que a quelha é pública.
Já em Penamacor e com dois cadastros na mão, analisei-os, reparei que havia diferença no desenho do caminho de acesso ao prédios 44, 45 e 49, na área assinalada do prédio 47 e alterações na  numeração de todos os prédios:
O prédio 100 passou a 45, o 101 a 44, o 102 a 49 e o 104 a 47.
Porquê e qual o critério usado na renumeração?
Interrogava-me em silêncio.
Quis o destino que no início de Abril do ano que está a findar, andava eu de moto em passeio por terras Marroquinas, um grave problema de saúde tenha atirado o meu pai de urgência para o Hospital de Castelo Branco e posteriormente para a unidade de cuidados intensivos em Vila de Rei, impedindo-o de tratar do que é dele e do que é meu.
Somente em Junho fiz uma visita aos terrenos e deparei-me com algo assustador devido à falta de trato, a começar pelo acesso.
Ao ver os terrenos naquele estado de abandono, o pasto seco, mais alto do que eu, que me impedia a real visão do perigo ali existente, num acto de retrospecção avivando os ensinamentos da minha Mãe, a quem a escola da vida tudo ensinou, fez apenas a escolaridade básica, e o básico na altura era a 3ª classe, me ensinou a olhar para as coisas pelo seu valor e não pelo seu preço.
Com ela aprendi também que na vida não é feliz quem faz o que quer, mas quem quer o que faz.
Naquela terra, nos Unhais, vi muitas vezes a minha Mãe resignada, trabalhar para o bem dos outros, aceitando pacientemente as contrariedades da vida.
De imediato decidi limpar as parcelas, fui falar com pessoa Amiga para me aconselhar no que seria mais útil para proceder à limpeza e eliminar aquele perigo.
- Têm lá uma moto-enxada, mas dava muito jeito uma “roçadoira”.
Combinei com ele um passeio ao Fundão para o dia seguinte, no regresso trazia uma roçadora.
Limpei, limpamos o meu terreno e o do meu Pai, participei ás entidades competentes os factos que atentavam contra a segurança pública.
A limpeza do caminho foi feita por elementos da Junta de Freguesia de Penamacor.
Quem tanto insiste em afirmar que a quelha é pertença sua, como permitiu que fosse a Junta a executar as acções de limpeza?
Para limpar já não é sua? Acarreta custos!
Sr. Presidente
Na semana passada, ao visitar o meu terreno, reparei que no terreno do meu pai estavam uns pedaços de viga a fazer de marcos.
Já por lá tinha visto outros e sempre a quererem entrar um pouco mais pelo terreno dentro.
Um dia ocuparão o poço.
Para quê tanta ganância se a terra quando morrermos fica cá toda.
Temos a obrigação moral de a deixar ás gerações vindouras em melhores condições do que aquelas em que a herdamos.
Somos apenas um elo de ligação entre os que partiram e os que estão para chegar.
À revelia do meu Pai, se o homem gosta tanto de terra, atrevo-me a oferecer, e cumpro, mais 10 ou 20 centímetros de terra, que estique os marcos, na condição de me deixar cumprir uma segunda.
Quando o homem morrer prometo que fretarei todas as máquinas retro escavadoras disponíveis em Penamacor, não quero atritos com ninguém, cada uma levará um balde cheio de terra do meu terreno, em romaria até ao cemitério, e deixá-la-á sobre a sua campa para que a guarde eternamente.
Prometo que tudo cumprirei se ele assim o desejar. Que o expresse.
Reparei também que a vereda de acesso aos terrenos 44, 45 e 49 está cada vez mais inclinada, dificultando a normal circulação pedonal, e deslocada por efeito de alguma terra que vai tombando do terreno 47.
Recordo-me bem por onde passava a vereda quando transportava os carrinhos de pedra, por onde circulava sempre que ia guardar a bicicleta ou a Flandria na casa que está no terreno de meu pai, sei bem onde pisava, e por onde subia o muro sempre que ia para debaixo da figueira no terreno 47, tal como outros amigos da minha idade, apanhar uns passarinhos para o petisco.
Muitos Amigos meus ainda se recordam também por onde pulavam a “cerca”.
Sempre que o meu Pai deixava, e o tempo o permitia, gostava de o acompanhar nas idas ás tabernas, muitas eram as que existiam em Penamacor.
Há uma onde fui particularmente feliz, a Taberna do Ti António Abreu.
Histórias e peripécias para contar passadas na companhia do Tó Luís Abreu, Chico Alves, entre tantos, teria ás centenas, nos meus tempos de estudante do 5º, 6º e 7º ano, a vergonha sentida quando “catados”, ainda a encharcar copos, pelo Ti Abreu, à hora que ele se levantava para ir trabalhar.
Vêm a propósito a taberna do Ti Abreu, porque ainda me recordo de ver ali à venda pedras de granito, os vulgares marcos, com que se fazia a marcação dos terrenos para cadastragem.
Andava eu na escola primária.
Com a memória dos marcos que via na Taberna do Ti Abreu, recordo as palavras que ouvi na quelha, visualizo os cadastros e as percebo as diferenças, coincidentes com o início das chatices entre o meu Pai e o novo dono daquele maldito pedaço de terra.
Finalmente compreendi o significado das palavras: “ A escola de S. Carlos”.
S. Carlos era um lugar de elite, frequentado por gente formada e bem informada, boa informação levou a alguma antecipação, pessoas simples, humildes, a grande maioria iletrada, num interior esquecido, quando colocaram os seus marcos, parcelas havia que passaram de gerações em gerações apenas de palavra, já o cadastro tinha sido feito e com os marcos noutra posição.
Quem fez o cadastramento limitou-se a cadastrar o observado.
Sr. Presidente
Sou um cidadão cumpridor, nada devo ao fisco nem à segurança social.
Pago o meu IMI religiosamente em três concelhos.
Pago IMI de um terreno ao qual não consigo aceder em igualdade com os demais pagadores.
Se houver uma desgraça no meu terreno, um acidente, um fogo, ou nos terrenos vizinhos, não há nenhuma possibilidade de acesso para um carro de intervenção rápida ou uma ambulância.
Meios aéreos não estão ali à mão de semear.
Não necessito, não quero, seria coisa impensável, um acesso com o luxo da mamarrachal via estruturante, basta apenas um simples caminho onde passe com um pequeno tractor, um carro de transporte de mercadorias e possa dar a volta de retorno.
No dia após ter estado no edifício da Câmara a que Vª Exª preside, na semana passada, recebi um novo recado do auto intitulado dono do caminho, enviado através de um Amigo:
- Se quiser passar com a sua moto-enxada pode passar, o Ti Armando é que não pode passar com a dele.
Como para bom entendedor meia palavra basta, o destinatário sou eu. É sabido que o meu Pai por causa do problema que o afectou, jamais pegará numa moto-enxada, seja aquela ou outra.
Sr. Presidente
Este pequeno grande problema têm tanto de urgente na resolução como de simplicidade na solução.
Três ou quatro carradas de saibro, uns metros mais de terreno para abrir o ângulo da curva, arranjos murais, a parcela da discórdia para zona de viragem e basta.
Desenhei no velho cadastro o desejado acesso a vermelho.
Que tal para nome do novo acesso - “Beco dos Unhais”.
Ainda perduram no terreno as marcações reais que constam no velho cadastro, confirmando as suspeitas na elaboração do novo e em vigor cadastro.
A parcela da discórdia nem referência cadastral tinha, tal como o Caminho da Devesa, o Caminho da Cavaleira e outros.
Sr. Presidente
Afirmo com toda a certeza:
1º - Não quero a posse da leira em questão, não é minha, tão pouco a reclamo em nome do meu Pai.
Quero apenas é chegar aquilo que é meu em segurança, em igualdade de condições como qualquer cidadão cumpridor dos seus deveres. Exijo o respeito pelos meus direitos.
2º - Recusar-me-ia a herdar aquele misero bocado de terra, se alguma dúvida houvesse na legitimidade como foi adquirida.
Ofertava-a ao Povo de Penamacor, para juntar à quelha que é pública.
Sim, é pública, isso me foi afirmado no Instituto Geográfico Português.
3º- Morreria corroído pela minha consciência, sabendo que por uma birra de dois palmos de terra para passagem, tinha feito sofrer em vida tanta gente, humilde e pobre, vergada sob pesados fardos, apenas porque a tudo se resigna sem oposição.
Sr. Presidente
É real e perigoso para pessoas e bens o estado de abandono a que alguns terrenos estão votados na área, pasto seco demasiadamente alto, é assustador o potencial energético que contêm, poços sem protecções de segurança, etc.
Se houver um modesto acesso tudo se resolve, sem acessos é extremamente complicado.
São por vezes estes pequenos problemas que ajudam à fixação e ao retorno de pessoas.
Não resolver os problemas das pequenas acessibilidades é acelerar o despovoamento de um concelho já de si quase deserto e desmotivador para quem um dia pensar em regressar ás origens.
Vivemos no ano 13 do século XXI.
Adiar decisões óbvias é agravar problemas simples.
Caminhos só para burros, eram vias do passado.

Desejo a todas e todos
FELIZ NATAL

Zé Morgas