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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Carta Aberta XXXVII - Sr. Presidente da C.M.Penamacor

Sr. Presidente
É com a satisfação do costume que leio notícias nos semanários regionalistas da Beira Baixa sempre que dizem respeito a Penamacor.
Pelo jornal Reconquista fiquei a saber que a Câmara Municipal de Penamacor abriu um concurso público para a requalificação da rua 25 de Abril, antiga Rua Vaz Preto, entre o jardim da Republica e o Alto da Praça, abrangendo ainda a intervenção as ruas Ribeiro Sanches, Santo Estêvão e parte da rua dos Pelames.
Longe vão os tempos em que ouvia conversas de pessoas mais idosas falar da excelência das calçadas de Penamacor, distintas em todo o distrito.
E tinham toda a razão.
Rebelde e aventureiro em jovem de tenra idade, fiz das calçadas de Penamacor, as minhas pistas velocipédicas, não porque tivesse pés velozes, mas de bicicleta e de motorizada, com particular destaque para as loucas e vertiginosas descidas na rua Miguel Bombarda, mais conhecida por rua de Carros, sempre feitas em pura aceleração, de punho trancado, e ao deus-dará, à revelia de Minha Mãe, sempre com o coração nas mãos, o que muito aceleradamente contribuiu para o precoce vincar de inúmeros sulcos na linda pele do seu rosto.
Sr. Presidente
Observe a foto.
Se o uso, as intervenções ao longo dos anos por razões várias e necessárias, levam à natural degradação do estado das calçadas, factos há em que a mão humana com manha ardilosa acelera esse processo.
Esta armadilha já foi menor, cresceu, e simultâneamente a ondulada degradação dos paralelepípedos da calçada.
Numa das minha primeiras cartas abertas, enviado ao anterior presidente da C.M. Penamacor, em 26 Abril de 2009, alertei para este caso, e outros dignos de registo, com várias fotos.
Compare as fotos, veja o "crescimento" do mamarracho e os acentuados danos causados na calçada pela solução adotada, que projeta as águas pluviais para o centro da via.
Tal mamarracho, edificado na valeta, no tempo da outra senhora era impensável, não acontecia.
Urge remover a armadilha e solucionar o problema de outra forma.
Há tantas soluções.
Cada vez mais têm a Câmara meios para o fazer. Intima-se o dono, dá-se-lhe um prazo e caso não cumpra, derruba o mamarracho.
No final apresenta a conta ao prevaricador. Está tudo dito. É só querer.
Mesmo que haja muito para fazer, um modesto Fiscal pode dar início ao Processo e a instrução do mesmo passa pelo Serviço de Obras.
Depois de tudo muito bem fundamentado o Sr. Presidente despacha.
Onde está a dúvida?
Onde reside o problema?
Ou será que vamos continuar a deixar degradar as calçadas de Penamacor impunemente?
Sr. Presidente
Ofereça neste Natal como presente aos Penamacorenses a demolição desse mamarrachinho tão indesejável e tão destruidor da calçada da Rua de Carros
Termino desejando a todas e todos os habitantes do concelho de Penamacor um
Feliz Natal e as
Melhores entradas em 2015
 
Zé Morgas

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

No Hospital - 3


Acabou por ser mais rápida a chamada para a reparação da minha hérnia inguino crural, do que inicialmente previra.
Inscrito e registado em 19 de Agosto na lista de espera para cirurgia na especialidade de Cirurgia Geral, assumiu o Hospital do Litoral Alentejano o compromisso, por escrito, de me operar no tempo máximo de espera de nove meses.
Com surpresa, fui chamado para a consulta de anestesiologia e exames pré operatórios no dia 29 de Setembro.
Nesse dia fiquei a saber pela médica de serviço que a cirurgia se efectuaria sob o efeito de anestesia epidural, pela enfermeira fui informado dos procedimentos a respeitar antes de dar entrada no hospital dia 10 de Outubro pelas 8 da matina para a realização da dita cirurgia.
Sabendo da fominha que me aguardava a partir de sexta feira, quinta feira, dia de cozido à portuguesa no restaurante Ti Lena, em Deixa o Resto, foi ai que decidi sentar as nalgas e atabojar-me com uma valente travessa de couves, muita carne sortida e bom toucinho branco de três dedos, tudo bem mergulhado em tinto de boa uva, na companhia de três amigos.
A vida sempre é demasiado curta para se beber mau vinho.
Foi no restaurante, que um grande amigo, o Prof, me obrigou a acompanhá-lo na sua viatura no dia seguinte até à porta do Hospital. Por teimosia estava disposto a ir sozinho na minha viatura, tal como o fizera na operação anterior.
Sexta feira, à hora combinada dei entrada no serviço de cirurgia de ambulatório.
Preenchida a papelada do costume, breve estava a cumprir um ritual que ainda não tinha esquecido: tira roupa, veste bata da frente para trás, aperta bata, calça meias elásticas que mordem as virilhas, e há que aguardar desconfortavelmente deitado o agonizante momento das picadas de agulha.
Entubado a soro na mão direita, colocado no braço esquerdo o acessório do medidor de tensão arterial que sempre que enchia quase me garroteava o braço assim permaneci quase duas horas.
Cerca das dez da matina começou o transporte e a transferência para a sala do “corte”.
Seis foram as pessoas que contei, não sei se mais havia presentes. Reconheci o médico cirurgião que me tinha diagnosticado a hérnia, a médica e a enfermeira do serviço de anestesiologia.
Fui então informado com uma linguagem técnica que não domino, mas lá percebi que iria ser submetido ao efeito da anestesia Raqui, ou raquidiana, dada na zona da vertebra L4, e iria sentir apenas uma picada e um efeito fresco.
Deitado de papo para o ar sobre a marquesa foi-me então ordenado que me deitasse sobre o lado esquerdo, encostasse a cabeça ao peito e flectindo as pernas pelos joelhos as encostasse à barriga.
Sei que não tenho um corpinho de atleta contorcionista, pese o facto de ser bastante perfeito, 1300 cm de barriga, 1230 cm de peito, e, quase sete arrobinhas de pura elegância, faltam umas poucas milésimas partes do quilograma.
Tentei sem conseguir a posição desejada, súbito sinto a bata que se desaperta, duas mãos na cabeça a empurrá-la direitinha ao peito, duas mais a empurrar-me os pés contra as coxas, duas mais a puxarem-me os joelhos contra a barriga e a barriga de alguém a roçar-me as nalgas.
Oh Diabo!!!
De onde vieram tantas mãos? Valha-me ao menos que eram todas mãos femininas.
Naquela posição corcunda, sentia-me fragilmente exposto e demasiadamente vulnerável, foram cinco ou dez minutos que me pareceram horas.
Senti um toque e uma ligeira pressão nas costas, uma leve picada, pouco tardou a sentir a imobilidade e insensibilidade do umbigo para baixo.
Puseram-me novamente de papo para o ar. Amarraram-me os braços, totalmente abertos. De olhos igualmente abertos e atentos a tudo, correram à frente do meu rosto uma mini cortina, nada via mas tudo ouvia. Em silêncio, confesso, estava assustado, quase apavorado.
Aos poucos fui acalmando e assim me mantive quase duas horas.
Ouvia perfeitamente o que o cirurgião chefe dizia ao estagiário, aprendiz “cortador”, e pensava para os meus botões - Lá se vai mais uma tirinha de toucinho com alguma carninha de permeio.
Quase a bater o meio dia informou-me o cirurgião chefe que tudo tinha corrido lindamente.
Perguntei a um enfermeiro que apareceu para me transportar quanto tempo levaria até voltar a sentir os pés. Cerca de hora e meia, duas horas, disse-me.
Fui conduzido para a sala de recobro na zona da cirurgia do ambulatório, mas numa conversa murmurada entre uma médica e a enfermeira de serviço percebi que daí a pouco tempo passaria para o 2º andar para os cuidados pós operatórios. Nesta curta permanência levei duas ou três advertências para o facto de querer levantar a cabeça e espreitar as pernas e os pés. Tal movimento e por efeito da anestesia podia despoletar umas indesejáveis e arrasadoras enxaquecas.
A subida ao 2º andar aconteceu pelas duas da tarde, e pés nem senti-los.
Uma sala com quatro lugares, três já ocupados, duas mulheres e um homem. Como o senhor sublimemente entoava umas graves notas de roncopatia!
Arrumado no meu canto, desconfortavelmente deitado numa estreita cama onde os braços apenas as guardas laterais os amparavam e suportavam, (a saudade que senti do meu confidente leito de prazer)  numa silenciosa luta interior aguardava ver os pés a mexer.
Aconteceu quase pelas seis da tarde. O efeito da anestesia durou perto de oito eternas horas.
Novo martírio começou.
Já levava cerca de 10 horas deitado de costas, com a passagem do efeito da anestesia, comecei a sentir nas costas e nos calcanhares umas dores horríveis. Aquelas meias elásticas causavam-me uma irritação violenta...
Hora de jantar.
Foi-me servido apenas uma dietética sopa de cenoura. Que desalento!
Pelas oito da noite a enfermeira permitiu que me sentasse num cadeirão existente na sala para alívio dos calcanhares e das martirizadas costas.
Obrigado, regressei à inóspita cama pelas dez da noite. Apagaram-se as luzes.
No ar os coloridos reflexos dos monitores onde estavam visíveis os gráficos do registos de tensão arterial de cada utente do espaço.
Rápido percebi que não iria dormir nadinha. Os medidores de tensão em média mediam a tensão três vezes por hora a cada utente, ruidosos no enchimento e no final de leitura, trabalhavam uma média de doze vezes por hora, tão incrivelmente bem coordenados que havia ruido a cada cinco minutos. Uma eficaz forma de manter a profissional de saúde em permanente vigília máxima.
Sofri, tanto que me culpei, por não ter levado uns tampões auditivos e um tapa-olhos que muito uso nos meus passeios moto turísticos.
Para agravar a situação, as costas teimavam em cada vez me doerem mais e o meu estômago clamava ardentemente por sólidos. Não posso omitir aqui a gentileza da enfermeira de serviço, que a lamentos meus, lá me ofereceu umas mini bolachinhas de água e sal. Chegou depois o pequeno almoço. Tive direito a uma carcaça e um pacotinho de manteiga...
Começou o processo da alta médica.
Leram-me a "cartilha" do que não deveria fazer nos próximos dias, com especial enfase para a total ausência de efectuar esforços de qualquer natureza.
Saí pelas 11 da matina na companhia de um casal Amigo de longa data, morador no meu bairro.
Mais uma experiência de vida que não quero voltar a repetir.
Ficam marcas que o próprio tempo jamais apaga.
Zé Morgas

domingo, 24 de agosto de 2014

Carta Aberta aos Antigos Alunos do colégio de Medelim


Carta aberta aos antigos alunos do colégio de Medelim

Fui incumbido no passado dia 16 de Agosto, em Monsanto, de organizar em 2015, o VIII encontro dos antigos alunos do Externato de Nossa Senhora do Incenso.
Será em Benquerença, disso dei conhecimento em Carta Aberta a todos os participantes.
Recebi no meu e-mail uma sugestão da São Mendes, depois da realização do VII encontro dos antigos alunos do ENSI.
"Mais ainda gostava se fosse possível que unissem os dois colégios Medelim e Penamacor só assim fará sentido , uma vez que era pertença dos mesmos donos"
Respondi via facebook que:
Era minha ideia faze-lo.
Nunca esqueci que o primeiro magusto em que participei organizado pelo ENSI, em 1971, se realizou em Medelim.
Sei que já houve alguns encontros de antigos alunos do colégio de Medelim, existe mesmo um blogue, onde publicam memórias...http://colegiodemedelim.blogspot.pt/
Deixo o desafio ao Prof. António Serrano e à Professora Trindade Antunes:
Por e-mail. pelo Face, pelo blogue, mobilizarem quem conhecem a juntar-se no próximo ano para um convívio conjunto em Benquerença.
Aguardo noticias
As notícias chegaram.
Transcrevo dois comentários que recebi e me merecem destaque:
"Não queria entrar nesta pretensão até por que só frequentei o ENSI durante um semestre mas a verdade exige que se ponham os pontos nos ii. A São Mendes está a incorrer num erro histórico que a leva a propor um convívio conjunto dos dois colégios, com base na premissa de que os donos eram os mesmos. Por uma questão de rigor devem todos os alunos e alguns professores ficar cientes de que o ENSI nasceu em 1956 -... se não me engano - e iniciou a sua função numa casa no Largo do Sumagral, sob propriedade e direcção do Revº Padre Baptista, capelão militar e ex-vereador municipal. Este proprietário do ENSI, que por exigência do Ministério da Educação, mandou construir o Edifício agora existente num terreno adquirido à Câmara Municipal, desanexado do Legado de D. Bárbara Tavares da Silva, foi o Revº Padre Baptista. Este edifício foi inaugurado em 1960, transitando para ele os alunos que já andavam no 3º e 4º ano do Liceu, à época, vindos do tal Edifício do Sumagral. Quase em simultâneo abriu um colégio na Aldeia do Bispo com o patrocínio do Revº Padre José Pedro. O Ministério da Educação entendeu que não era plausível a existência de dois colégios privados, no mesmo concelho, e decidiu, depois de uma história rocambolesca que não vem ao caso, mandar fechar o colégio de Aldeia do Bispo. Mas o Revº Padre José Pedro não era homem para desistir e deslocou a sede do colégio para Medelim conseguindo até recrutar alguns alunos que até aí frequentavam o ENSI de Penamacor. Portanto temos aqui dois colégios diferentes e que nunca se fundiram até ao pós 25 de Abril e aos chamados contratos de associação. Esta situação não se verificava antes do 25 de Abril e os colégios viviam, apenas, das mensalidades dos alunos e de muito boa vontade de vários Professores que exerciam outras profissões no concelho. Esclarecido este assunto termino dizendo: - não vejo nenhum inconveniente em fazer apenas um convívio, até porque os ex-alunos eram, na sua maioria, naturais do concelho de Penamacor. Mas esquecer uma quantidade significativa de alunos do ENSI, anteriores aos actuais donos dos dois colégios, não é só uma aberração mas é uma profunda desconsideração para com essas pessoas e, pior, um desrespeito pela História".
Professor José Rainho Caldeira começo por lhe agradecer a clareza no esclarecimento da história da fundação dos citados colégios.
Pessoalmente conheci-a, conheço os edifícios em Penamacor e em Aldeia do Bispo onde funcionaram os 1ª colégios.... Em Medelim participei em 71 num Magusto, organizado sob a direção do Engº António Ressureição.
Ninguém têm dúvidas que a fundação do ENSI foi em 1956 e foi extinto em 2001. Isso foi dito no VI encontro realizado em Penamacor.
Passando à história dos atuais encontros.
Tudo começou com uma conversa entre mim e o António Cabanas. Desafiou-me a descobrir o pessoal finalista de 77/78 para realizar-mos uma jantarada. Falei pessoalmente com o Tenente Ribeiro, recebeu-me em sua casa, autorizou-me a pedir à Manuela Martins que me desse cópia das pautas para compilar todos os nomes. Andaram por aqui na net. Descobriram-se muitos contactos, foi crucial a ajuda do Pombo Rebelo.
Foi no dia em que estive na casa do Tenente Ribeiro que que fui almoçar ao recente inaugurado restaurante "O Quartel". Foi no quartel que escrevi uma carta ao Cabanas a prometer-lhe que tudo faria para descobrir todo o pessoal de 77/78 no regresso de uma viagem que tinha marcada para daí a dias até Mérida.
Numa almoçarada em Penamacor lá para os lados da Cardoza, dei a carta a ler ao Anselmo Cunha e ao irmão Vitor. São os dois os contribuidores/autores de um blogue de excelência:
http://basagueda.blogspot.pt/
No que eu me fui meter. Não mais o Anselmo me largou até eu lhe prometer que criaria um blogue e publicaria o referido texto "Crime no Quartel" e uma carta aberta que tinha alinhavada na cabeça para dirigir ao presidente da C.M. Penamacor de então.
Assim nasceu o blogue do Zé Morgas em Abril de 2009:
http://www.zmorgas.blogspot.pt/
Para localizar o Rui Pinto, um dos alunos finalistas de 77/78 falei com o irmão João António.
Na esplanada do café Central nasceu o embrião de um convívio mais alargado, com todos os antigos alunos.
O João António deitou mãos à obra com a ajuda da Dª Manuela Lourenço.
Andava eu de Moto pelos Pirinéus quando recebi uma mensagem no telemóvel do João António a informar-me da data e local do 1ª encontro dos antigos alunos do colégio:
3 de Julho de 2010 no parque de campismo do freixial, ribeira da baságueda, Penamacor:
http://zmorgas.blogspot.pt/2010/07/1-convivio-aaensi.html
Professor Caldeira a quase totalidade das presenças no referido convívio eram todos alunos e alunas que tinham passado pelo edifício do largo do Sumagral, antigas colegas e colegas que a Dª Manuela Lourenço tinha o contacto anotado numa velhíssima sebenta digna de museu.
Não há desconsideração por ninguém, não houve sim, ainda o reconhecimento do trabalho tido em prol dos atuais convívios, dado pelo João António e pela Dª Manuela Lourenço. Será feita justiça.
Termino professor Caldeira com um pedido:
Que me permita partilhar a história da fundação dos colégios, porque acredito que muitos dos últimos jovens que passaram pelo ENSI não a conhecem
Abraço Amigo
 
Eu sou daqueles do ENSI que ainda andaram no Sumagral... ... ... O colégio na Aldeia do Bispo foi uma "aberração" por parte do Padre Pedro! ... De tal maneira que a aberração chegou a envolver o Bispo da Guarda que lhe fez algumas "admoestações", pois "a situação" era agravada por se ter colocado em "franca e agressiva concorrência" com outro sacerdote (Padre Baptista), o que não abonava nada em relação à Igreja e à Paz que sempre deve existir entre os seus membros..... PAX-VOBIS .... Mas não podemos apagar os factos históricos e "as rivalidades" que se criaram na época! ... Claro que "os do meu tempo" já são relativamente poucos mas sempre vamos aparecendo e efectivamente somos verdadeiramente e apenas "ANTIGOS ALUNOS DO ENSI" e com muita honra, como podem ver pelos documentos que ainda guardo e postei aqui no grupo, mesmo passados que são 5 dezenas de anos! ... Efectivamente são DOIS colégios, mesmo que tenham acabado por vir a pertencer às mesmas pessoas ... Para mim os Encontros em que tenho participado são de ANTIGOS ALUNOS DO ENSI. ... Mas certamente que o bom senso irá imperar e se chegará a um consenso entre as duas posições... Será que os dois colégios não podem celebrar em conjunto (conforme texto acima) e aparecerem os ANTIGOS ALUNOS dos dois? ... ... ... PS: será por "isto" que eu não tenho visto aparecerem algumas caras amigas de ANTIGOS ALUNOS do ENSI, nos encontros anteriores ??!!
Golfinho Azul.
É disto que eu gosto, destes construtivos comentários que me trazem conhecimento dos factos passados.
Começaram os encontros como "Encontro dos Alunos do Colégio" e nem dizia qual colégio.
Passou a denominação a " Encontro dos Antigos Alunos do ENSI" e no VI foi alargado a professores e funcionários.
Eu, eu, Zé Morgas tive no colégio professores que foram alunos do colégio de Medelim, nomeadamente a Professora Trindade Antunes, minha professora de história no 1 ano no ENSI em 1971, conhecida por ser simplesmente a mais brilhante aluna do colégio de Medelim.
(Alguns dos meus professores na escola primária também foram alunos do colégio de Medelim).
Ao vê-la nos encontros, porquê vê-la só como professora do ENSI, e não como aluna do colégio de Medelim?
Todos já somos poucos e cada vez seremos menos. Há que juntar sinergias.
Quer se queira quer não, há um elo de ligação bastante forte entre os dois colégios.
Muitos dos meus companheiros e companheiras finalistas em 77/78 concluíram o ensino preparatório e o liceal em Medelim. Foram meus colegas apenas no 1 e 2 anos complementares.
Passaram em verdade mais tempo em Medelim que em Penamacor.
Tal como uma Mãe, não gosta mais de um filho só porque um nasceu no litoral e o outro na raia.
Todos, muito do que somos hoje, o devemos ao que aprendemos nesses colégios.
O nosso tempo é contado, mas cada dia bem vivido em felicidade torna-se um dia inesquecível para sempre.
Que ser feliz se torne a lei de todos ainda em vida.
Com a morte acaba-se a riqueza, o orgulho, a vaidade.
Garanto-vos que tudo farei para ser uma festa convívio de arromba.
Não haverá intempérie que me faça frente, porque acredito, que todos nós, juntos, mesmo que no inverno...só poderiamos ter festas com muito calor.
Deixo a certeza que para o ano passarei o testemunho a amigos de Medelim para que ali se realize novo convívio.
Fica o convite, estou à vossa inteira disposição para sugestões e inscrições.
 
Bem hajam
Zé Morgas

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Carta Aberta XXXVI - Sr. Presidente C.M.Penamacor

Sr. Presidente
Realizou-se no passado dia 16 mais um encontro convívio entre os Antigos Alunos do extinto Externato de Nossa Senhora do Incenso na aldeia mais portuguesa de Portugal, Monsanto.
Este foi o VII, e a escolha da localização geográfica para a realização do encontro foi “culpa” minha. Como prémio, sem direito a recusa, fui nomeado para a organização do próximo encontro em local à minha escolha.
Tentei demover quem me ordenou organizador, explicando-lhe a dificuldade que vou ter no próximo ano. Há muito que ando a planear uma viagem ao Cabo Norte em Moto. Doze mil quilómetros para palmilhar em vinte e um dias nos meses de Julho ou Agosto do próximo ano. A data final será ditada pelos horários dos paquetes, quero fazer um mini cruzeiro por águas dos fiordes da Escandinávia.
Sem conseguir sensibilizar a organizadora para o grave problema que me coloca, aceitei contudo.
Não fujo a desafios e prezo-me de honrar os meus compromissos. Saberei coordenar tudo.
Regrando-me pelo mesmo principio que dita a escolha dos locais de tertúlia do Grupo “Do Mar à Raia”, um encontro a sul de Penamacor outro a norte, como este convívio foi a sul, decidi para local de encontro do próximo ano, a freguesia de Benquerença.
Não nego que na escolha do local não tivesse pesado o facto de, sentado ao meu lado na mesa do repasto estar um natural de Benquerença, a exercer o cargo de Presidente da junta de freguesia de Penamacor.
Refiro-me ao Presidente Gil
Mais, é sabida a sua paixão pela caça, cada qual têm a sua, e a grande experiência na organização de faustosos banquetes no clube de caça e pesca, o que lhe confere um valiosíssimo know-how que o comensais dos convívios jamais poderão desperdiçar.
Sr Presidente
Sei que foi durante muitos anos elemento preponderante da Junta de freguesia de Benquerença.
Quem melhor que o Senhor para ciceronear o grupo dos antigos alunos numa visita ao que de mais notável têm a terra que o viu nascer?
Quase arriscaria dizer que haverá nos antigos alunos, quem ainda nunca tenha visitado a Benquerença.
Falando do luxo de um cicerone.
Tive uma entrada VIP em Monsanto por caminho mais parecido com um carreirinho, a partir das Relvas que desconhecia em absoluto, com privilegiada vista sobre a campina e a barragem:
O Caminho de Santiago.
Foi já na casa do cicerone e nas magnificas instalações em que nos recebeu, que novo abuso começou. O vinho têm lá coisas, desenferruja a memória, leva à saudade, solta as lágrimas e é sabido que as lágrimas da saudade são as mais bonitas, pois elas nascem dos risos que já foram, dos sonhos que não acabam, e das lembranças que jamais se apagam.
Na presença de alguém, com lembranças de menino, as lágrimas estiveram à porta...
Sr. Presidente
Preciso de ajuda. Formar uma comissão organizadora. Só um é pouco
Assim, desta forma, convido Vª Exª e o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, a aceitar, sem recusa, presença na comissão organizadora do próximo convívio dos Antigos Alunos do Externato de Nossa Senhora do Incenso.
Fica a certeza que na minha próxima deslocação a Penamacor falaremos pessoalmente.
Deixo também duas sugestões para análise:
Sou um adepto confesso dos espaços abertos, “open space”.
Não será a praia fluvial do Moinhos um bom local?
Até têm espaço para colocar um grelhador com espeto para grelhar uns porquitos, e uns pipos de vinho de verdadeira uva, tinto e branco, que são uma delícia ao palato.
Haverá quem não goste, por certo. É sempre difícil agradar a gregos e a troianos, e, organizações amadoras estão sempre mais vulneráveis a falhas e sujeitas a algum abuso no serviço prestado e na qualidade servida a que são totalmente alheias. Valorizo mais o convívio e gosto mais de me sentir o gajo mais feliz do mundo, mesmo que com pouco.
Quanto ao gajo mais feliz do mundo permitam-me aqui uma transcrição de um texto retirado de um blogue, de Pedro Chagas Freitas:
O segredo para ter mais não é ter mais; é precisar de menos.
E saboreá-lo ainda mais. O gajo mais feliz do mundo não é, nunca é, o gajo que tem mais coisas do mundo. O gajo mais feliz do mundo é, é sempre, o gajo que precisa de menos coisas do mundo. O gajo que faz de um prato de sopa um banquete, o gajo que faz de um T1 um palácio, de uma cama que geme o mais faustoso dos leitos de prazer. O gajo mais feliz do mundo é o gajo menos precisado do mundo. O gajo que não precisa de mais do que aquilo que tem para ter tudo aquilo que quer ter. O segredo para a felicidade é não ter segredo nenhum. O segredo para a felicidade é valorizar a preço de ouro o que se tem e valorizar a preço de merda aquilo que não se tem. E é mesmo assim: o que tens é ouro e o que não tens é merda. E é só o facto de tu quereres o que não tens que eleva o valor do que não tens a um valor, por vezes, ainda mais elevado do que aquilo que tens. Aprende de uma vez por todas: nasceste com tudo aquilo de que precisas. Então aproveita-o. Aproveita-o em pleno. Aproveita-te em pleno. É claro que podes, e deves, querer mais. Querer mais não é errado, nem sequer é deprimente. Querer mais é fixe. É querer mais que faz o mundo andar. Quer mais. Quer todos os dias mais. Mas nunca te deixes ser menos só porque queres mais. Nunca te contentes com o que tens; mas, mais ainda, nunca fiques descontente com o que não tens. O que tens tem de nunca te deixar contentado. Mas tem, ainda assim, de te deixar contente”.
Quanto à data será decidida depois de ouvir muitas opiniões, mas tudo sugere que se mantenha.
Particularmente e excluindo a situação do próximo ano, a data usada têm sido coincidente com a realização da concentração mototuristica de Góis. Falhei as duas.
Só eu sei a mágoa que me cria.
Não me perguntem porque ando de Moto e porque gosto tanto, não o sei explicar.
Para os que me compreendem nenhuma explicação é necessária.
Para os que não me compreendem nenhuma explicação é possível.
Sei que não posso ir a todas, vou ás que posso e onde me sinto bem.
Breve começarei a enviar informação, possível data e local em Benquerença, sei que andam por aí sensibilidades feridas, mas é altura de pensar que, e todos o sabem, eu cedo descobri que absolutamente nada é definitivo na vida, cedo compreendi a inutilidade do orgulho, a tolice das disputas, a estupidez da ganância e a incoerência das tolas mágoas...
Tudo faremos para juntar o maior número de pessoas em Benquerença, agradar a todas e todos com a mesma alegria e prazer.
Há que aproveitar o lado epicurista da vida, uma pequena rendição aos deleites e à satisfação dos sentidos.
Termino com os votos sinceros de parabéns e um Bem Haja às organizadoras:
São Mendes e Teresa Dionísio.
Zé Morgas

 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Carta Aberta XXXV - Sr. Presidente C.M.Penamacor


Sr. Presidente

Nesta minha última estadia em Penamacor, reparei que decorriam obras de beneficiação no Chafariz da Senhora dos Caminhos, assim o conheço.
Hoje mesmo na li internet uma antologia de comentários sobre a referida intervenção, com os quais concordo em absoluto, e com a devida vénia aos autores, que deliberadamente omito o nome, me permito dar-lhe a conhecê-los, porque creio merecerem de Vª Exª a maior e mais séria reflexão.
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Penamacor. Restauro no chafariz de 1875.
PORQUE DEVE SER USADA A MESMA COR (OCRE VERMELHO) NA BARRA DA BASE?
Porque é uma marca de ancestralidade que bebe no séc. XVI, quando os Judeus se estabeleceram no nosso país, so...bretudo na beira raiana e, por tal motivo, esta cor não aparece noutras regiões.
Por influência Bíblica, os judeus associavam o OCRE VERMELHO ao sangue do primeiro homem - Adão.
Passando de geração em geração, esta cor vai predominar onde os Judeus se estabeleceram. Na Judiaria de Penamacor (Cimo de Vila) todas as casas antigas ainda a evidenciam. Só por falta de tempo hoje não fiz esse levantamento que aqui publicarei!
Se puserem azul, vão destruir mais uma marca judaica na Vila. Não queremos afinal integrar a REDE DE JUDIARIAS? Depois não nos queixemos.
Creio que sabem que eu não defendo a cor por a achar bonita... O critério tem de ter uma base científica, neste caso a tradição. Limitei- me a explicar a origem da tradição. Pensei inicialmente não ser necessário...
Porque sei de membros do grupo interessados na defesa do nosso património, aqui deixo a indicação da obra de um especialista : Arquiteto José da Conceição Afonso, grande estudioso da Judiaria de Medelim, que já integra, como sabem, a referida rede.
Desculpem a longa legenda...

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Muito bom trabalho.
Esse sim é um argumento inteligente e historicamente fundamentado. Não querem integrar Penamacor na rota das judiarias?? Pois então há que manter as poucas tradições judaicas que ainda subsistem no Concelho. Aliás o Ministério dos Negócios Estrangeiris, do qual faço parte, está apostado em reforçar os laços polítivos e económicos com Israel. Fala-se numa ligação aérea direta entre os dois países para fomentar o turismo religioso no nosso país, que dispõe de um património enorme - material e imaterial - no que se refere à cultura judaica. Talvez em vez de um arquiteto fosse mais útil um historiador...
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É assim mesmo. A tradição e a cientificidade da mesma devem ser pontos de partida para qualquer intervenção
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Estamos sempre a aprender. Total desconhecimento, não sabia que no Cimo de Vila havia vestígios de uma antiga judiaria.

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Eu também não sabia!!! E voltando ao que se passou recentemente em Medelim, este é mais um exemplo do esforço de preservação da memória histórica, aos mais diversos níveis, a que os sucessivos Presidentes de Câmara de Idanha se têm dedicado. O mais recente exemplo será o agora anunciado Museu das Tradições da Semana Santa... E claro, já não falo nos vários exemplos de preservação do património em todo do Concelho de Idanha, o que certamente muito contribuirá para o significativo número de turistas que visitam esse Concelho... Infelizmente Penamacor teima em não olhar para os bons exemplos...
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Aprender com quem sabe é uma grande virtude! Espero que esta explicação tenha contribuído para uma maior sensibilização dos autarcas de Penamacor! Já é tempo de zelarmos pelo nosso património.
Queremos ou não desenvolver o concelho de Penamacor?
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O nosso Ribeiro Sanches nasceu no Cimo de Vila, de pais judeus! Sobretudo a rua e travessa de São Pedro tem quase todas as casas ainda com as pedras originais nas características portas largas, ladeadas por portas estreitas. No meu mural já publiquei essa observação. Em tendo um bocadinho farei um álbum com esse dado aqui para o grupo.
Boa tarde nesta péssima tarde de frio e muita chuva!

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Consigo, drª. Com Penamacor! Força.
A força do seu saber é a força do seu querer.
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Sr. Presidente
Não me alongo mais mas permita-me recordar-lhe aqui um dos 7 Hábitos Maximizer, de Franklin Covey.
È o hábito 2 dos 7 Hábitos das pessoas Altamente Eficazes:
Comece com o fim em mente”.
Além dos muitos colossais mamarrachos já existentes, não lhe juntemos agora um sem número de tesourinhos deprimentes...
Há que fazer, mas saber o que se faz.
Não se faça só por fazer, apenas porque se têm poder.
Penamacor merece de nós o melhor contributo.
Sempre ao dispor

Zé Morgas

quarta-feira, 5 de março de 2014

Carta Aberta XXXIV - Sr. Presidente C.M.Penamacor

Sr. Presidente
Foi longo e de exageros o meu almoço. Um almoço alancharado.
Na passada sexta-feira, abriram a Lagoa de Santo André ao Mar, um ritual com tradição que se repete todos os anos, de enorme espetacularidade, este ano mais cedo do que o habitual.
Este processo, que já foi da responsabilidade da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e depois da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, está agora a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente e visa a renovação da água da lagoa, a limpeza e lavagem do seu fundo e a entrada de algumas espécies piscícolas, com destaque para os alvins e enguias.
O processo, outrora feito pela força de “braços e bestas”, foi substituído já há vários anos por máquinas. A abertura da Lagoa de Santo André é feita todos os anos numa altura sempre próxima do equinócio da Primavera.
Com a abertura da Lagoa ao mar acabou a pesca da enguia, desde 2010 já muito reduzida devido ás restrições impostas, proibição de pescar exemplares com menos de 22 centímetros, e pesca da “enguia prateada”, ou seja, em idade de reprodução, com salvaguarda à conservação da espécie.
São conhecidas pela excelência da qualidade as enguias da Lagoa de Santo André.
Resolvi fazer a despedida da época, não gosto das enguias que por aí abundam, moles e com sabor a farinha, vindas dos viveiros de Aveiro, porque fartura e boas, só a partir de Setembro.
Apreciador como eu deste petisco digno dos deuses do Olimpo, “esgarradas” por processos ancestrais, sem recurso ás modernas betoneiras, confecionadas seja que de forma forem: fritas, caldeira, ensopado, acompanhou-me, entre mais Amigos, na maratona gastronómica, um ex. colega meu já na situação de pré-reforma, que entre os intervalos da chegada das travessas e dos tachos, contou uma situação que não resisto a partilhar.
Contava o meu Amigo, há uns anos por morte de um familiar, “viu-se” , conjuntamente com duas irmãs, herdeiro de bens num concelho vizinho de Penamacor, concelho onde nasceu, pouco viveu, emigrou para Angola em tenra idade, e de onde regressou já adulto, aqui, ao Litoral Alentejano.
Sabia da vontade do familiar em que os bens permanecessem na posse da família.
Um cunhado, médico de profissão e com situação económico/financeira desafogada manifestou interesse em ficar com os bens, onde se incluía uma casa degradada, bastante mesmo, no centro da vila, junto à Igreja da Paróquia.
Chegaram a acordo.
Disse que passado algum tempo, o cunhado foi avisado pela Câmara por carta registada com aviso de receção, para o real perigo que a acelerada degradação da fachada do imóvel representava, e convidado com prazo, curto, a arranjar um compromisso de segurança para evitar a derrocada da dita fachada.
Findo o prazo estipulado, por esquecimento, desleixo, escudado no status, sabe lá, nada fez.
Fez a Câmara,
Demoliu a fachada e apresentaram-lhe os custos tidos com a demolição.
Não gostou, não pagou.
Mais, a Câmara guardou as pedras de granito da fachada em espaço próprio, seis meses depois, apresentou o valor do espaço de armazenagem.
Não gostou, não pagou.
Um semestre depois, nova “dolorosa”, e nova carta registada com aviso de rece
ção a lembrar-lhe os direitos, deveres e obrigações que têm, e a "ameaça" de um final pouco feliz:
Ou paga ou fica sem o imóvel para cobrir as dívidas já acumuladas.
Sr. Presidente
Enquanto ouvia o meu Amigo no intervalo da sofreguidão das garfadas, veio-me logo à memória o caso em Penamacor da casa “especada” com um pau a invadir a via pública, sito na Rua Pereira Macedo, ironia do destino, nesta minha última estadia, tinha parado à porta da dita casa quando voltava de mais uma valente almoçarada no restaurante da piscina.
Passo por lá com muita frequência, foi a Rua onde nasci.
Vi pedras na via pública, despertaram-me a curiosidade, não vi portas escancaradas, mas o entulho, pelos buracos das portas de madeira sai sem pedir licença, invadindo o espaço que não lhe pertence.
A medo fui espreitar o interior sem entrar demasiado com os olhos dentro dos buracos.
É medonho o que ali está. Ouvi de alguém que no momento passava:
- “Tenha cuidado, saia daí, vai cair tudo e alguém pode ficar ferido. Olhe que isso não resiste a outra invernia como a que passámos”.
Levei a advertência a sério.
Sr. Presidente
Atente nas fotos, sem mais palavras, sem legendas…
Sem querer entrar por  grandes paralelismos, reconheço contudo que são muitos, e muito comuns, os problemas dos municípios
Então porque não, também, tornar comuns as boas decisões que levam a ações eficazes?
O Povo de Penamacor, ficar-lhe-a grato, e em particular, os moradores  e utilizadores da Rua Pereira Macedo.
Sempre ao dispor
Zé Morgas