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domingo, 9 de junho de 2013

Hino à Mota


O tempo passa, sereno, profundo e sem idade.
A vida esmorece, mas algo existe e nada se esquece.
Para além do tempo, para além da vida, fica sempre a amizade.
Encontrei há dias, circulava eu pela marginal na minha Mota junto ao mar em Sines, a sair do Docas bar, um Amigo que há muito tempo não via, o Andorinha.
Com ele estava o Carlos, outro duro de outrora, que igualmente há muito não via também.
Parei para com eles conversar.
No pouco tempo que ali estivemos trouxemos à memória os belos passeios de Mota que fizemos juntos, os alegres momentos bem passados, as festas vividas no “Texas” e uns pequenos versos, três versos apenas,
Podes ficar com as jóias, o carro, a casa
E o nosso Filho
Mas não fiques com a Mota
cantados "estilosamente" com empurrão do néctar de Baco ou de cevada germinada, plagiados do refrão de uma canção popular da romantica cantora Ágata.
Combinamos ali no Docas fazer em breve uma festa à antiga, e sem saber a verdadeira razão, dei por mim a ouvir a tal canção da Ágata, e resolvi, passe o plágio, escrever o “Hino à Mota” para cantarolarmos futuramente nos nossos sempre animados convívios.

Artista: Ágata / Versão Zé Morgas
Música: Comunhão de Bens / Hino à Mota
Letra:
Vai-te embora Mulher,
Podes levar o que pertence a ti
Vai-te embora Mulher,
Podes levar o que pertence a mim
Vai-te embora Mulher,
Leva contigo o que te apetecer
Vai-te embora Mulher,
Mas deixa a minha razão de viver
Não me leves a coisa mais querida
Que nos pertence em partes iguais
A Mota por que tanto lutei e sofri.

Refrão

Podes ficar com as jóias, o carro, a casa
E o nosso Filho
Mas não fiques com a Mota.
E até as contas do banco, e a casa de campo,
Mas não fiques com a Mota.
Podes ficar com o resto e dizer que eu não presto,
Mas não fiques com a Mota.
Tira-me tudo na vida, e o mais que consigas,
Mas não fiques com a Mota.

Vai-te embora Mulher,
Podes levar daqui tudo o que houver
Vai-te embora Mulher
Eu nem partilhas vou querer fazer
Vai-te embora Mulher,
Leva o que tinhas e o que hoje tens
Vai-te embora Mulher,
Até prescindo a comunhão de bens

Mas não leves essa coisa mais querida
Que é dos dois
Não posso negar
Mas fui eu quem lhe deu mais uso na vida
E é comigo que ela quer rolar e ficar.
Saio, saio de casa apenas
Com o que na Mota puder transportar

Refrão (3x)

Podes ficar com as jóias, o carro, a casa
E o nosso Filho
Mas não fiques com a Mota.
E até as contas do banco, e a casa de campo,
Mas não fiques com a Mota.
Podes ficar com o resto e dizer que eu não presto,
Mas não fiques com a Mota.
Tira-me tudo na vida, e o mais que consigas,
Mas não fiques com a Mota.

O verso “Mas não fiques com a Mota” terá impreterivelmente de ser cantado com a voz o mais sofrida e amargurada possível.
Homem sofre pela sua Mota!
Boas Curvas
Zé Morgas

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