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domingo, 7 de novembro de 2010

Pecados...Perdoáveis

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.
Fernando Pessoa
Quanta verdade contida nesta frase.
Ainda há poucos dias, em Penamacor, no Bar da Vila em amena cavaqueira sobre os prazeres da vida, com os meus Amigos Pedro Grilo e Marco Mateus, e a beber umas “bejequinhas fresquinhas”, pese o paradoxo de a noite estar fria, me dizia o jovem Marco:
- Nem sabes como gostei de ler no teu blogue: “Em Banho-Maria”. Partilha com a malta uma outra aventura para se aprender qualquer coisita.
Prometi-lhes descrever uma aventura tão louca quanto impensável, que vivi no já longínquo final de ano de 1989, quase no início da minha vivência “Erasmus” à época, por terras da Europa.
Estava em Paris.
Já por aqui ouvira falar em conversas com emigrantes, e amigos que tinham visitado a capital francesa, em dois antros de louca “carnal” perdição.
Os celebérrimos Bois de Boulogne, um pouco menor que o nosso Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, e o Bois de Vincennes, conhecido como o pulmão de Paris.
Com apenas vinte e oito vigorosos anos vividos sem regras, sedentos de aventura, nada mais a fazer que partir à descoberta de tão badalados bosques onde todos os caprichosos desejos se satisfaziam.
De carro, com um Amigo que há muitos anos vivia em Paris, uma noite depois de um faustoso jantar, resolvemos percorrer todas as zonas pecaminosamente referenciadas.
Vi o que jamais imaginaria.
Bois de Boulogne.
Tudo ás resmas, gajas, gajos, travestis, grandes carrões, limusines com motoristas de boné, de onde vi saírem esculturais beldades ao encontro, de gajos que se prostituíam. Faziam sexo com elas para os endinheirados velhos, seus companheiros, verem, e se masturbarem. Com isso gozavam.
Observar, ás vezes é bem melhor do que participar, assim devem julgar.
Bois de Vincennes
Igualmente bem sortido, e com o que vi pela primeira vez, dezenas de carrinhas estrategicamente perfiladas.
No interior dessas carrinhas, que me lembravam as velhinhas carrinhas das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, “acompanhadas” por cabeçudos e assustadores cães de guarda, sentados no banco do condutor, grandes mulheraças, bonitas, bem pintadas, sexys, extraordinariamente peitudas, será que já nessa altura por ali abundava silicone?
Eu sei lá!
Tudo a apelar ao pecado, muito para dificultar a escolha.
Senti com certeza, que nos interiores daquelas carrinhas se viveriam bradáveis e inesquecíveis momentos.
Com umas dicas sobre o cuidado a ter com os valores a negociar, francos novos, francos velhos, versus cambio escudos, o euro ainda não tinha sido parido, lá fui ao encontro da beldade que mais me encheu o olho.
Recordo ainda aquele rosto lindo, de forma redonda e angelical.
Sacando o meu mais puro francês "Patapoufiano" do tempo da Escola Preparatória, e pouco disposto a grandes conversas, acordei a prendinha a deixar, abriu a porta lateral e dou comigo no interior daquela carrinha.
Um pitromax e um aquecedor a gás iluminavam e aqueciam o espaço.
Estava agradavelmente acolhedor.
Na traseira da carrinha, a toda a largura, uma cama com a cabeceira para o lado esquerdo. Com a vista já perfeitamente ambientada aquela luminusidade, eis que a logro a deixar cair o casacão, um Vison, se puro ou imitação de elevada qualidade não soube, e, reparei de boca aberta e olhos bem arregalados, que não tinha mais nadinha a cobrir-lhe aquele escultural corpo.
Que naco de mulher.
Ainda admirado e sempre a olhar aquele colosso curvilíneo, começa com uma meiguice a que não estava acostumado, a despir-me.
Já despido, apenas fiquei com as meias calçadas, empurra-me delicadamente com a mão esquerda e senta-me na cama.
Com a mão direita colocada abaixo do meu joelho esquerdo, puxa-me a perna para cima da cama. Com a perna direita fora da cama e o pé assente no chão, fiquei todo escancaradinho. Quase em simultâneo, com a mão esquerda dela sobre o meu peito, empurra-me deitando-me de costas sobre a cama e começa, qual gata, a arranhar-me com as unhas, do pescoço até ao mano gémeo.
Que deliciosa tremura nunca antes sentida.
Súbito oiço, o que traduzi por:
– Vou-te "chupar" o joelho.
Aperta-me com as mãos a canela esquerda contra a coxa, dá-me dois leves toques lábio-beijocais no joelho e de repente sinto umas cócegas indescritíveis feitos com os dentinhos. Tinha os dentes tipo coelhinha, de pontas serrilhadas, que se ajeitavam na perfeição aquela brincadeira.
Joguei-lhe as manitas aos peitaços, os bicos estavam incrivelmente duros, assemelhavam-se a dois cabides de parede, apontados ao tecto. Maravilhosos.
Mordi a língua de satisfação a pensar em chupá-los e mordiscá-los.
Novamente me passa a mão esquerda do pescoço até ao mano gémeo, faz uma argola com o indicador e o polegar, aperta-me o canalha e puxa brusco até à cabecinha.
Uuuhhhlálálálá!!!
Ainda a expelir tão satisfatório som, sinto umas cócegas por detrás das "bolinhas", que me fez com as unhas da mão direita, usando os dedos do mindinho ao indicador, parecia uma concertina a abrir, segue-se um abanar - embalar como que a tomar-lhes o peso, e ouço:
- Vou-te "ordenhar" uma "bolinha".
Cata-me a "bolinha" direita com a sua mão esquerda, garrotou-a e espremeu-a como se de uma teta de cabra se tratasse no momento da ordenha, e vá de me fazer mais umas cócegas na pontinha da "bolinha" com a unha do dedo mindinho da mão direita.
Por essa altura já nem sabia o que dizia, nem por onde viajava.
Seguramente, muito acima do “Evereste”.
Reparo então que estica o braço e apanha um preservativo que estava sobre a mesa de cabeceira, rasga o invólucro com os dentes, e …
Já de mano gémeo erguido, sinto que o aperta pela base com os dedos polegares e os indicadores, e inicia uma “canhola”.
Abocanhou-o. Melhor dito, agasalhou-o com a camisinha. Nunca tal me houvera sucedido.
Ajeitou com a língua e os lábios, o agasalho, duas ou três vezes.
Gosto de uma boa boca no local certo e por tempo ideal.
Senti que o meu mano gémeo ia “morrer” cedo, vai expelir como o vulcão "Edna", pensei, naquela luta tão desigual, mas tão desejada.
Num movimento brusco com a mão esquerda, puxo-lhe os cabelos, elevando-lhe a cabeça, liberto o mano gémeo daqueles carnudos lábios, ajeitei-me totalmente de costas ao comprido na cama, e berrei:
- Oh Mon Dieu! montê, oh montê, monta o gajo, pula-te nele.
Senti, todo aquele bosque húmido a passear da cabecinha até á base, que para azar meu, apenas durou três ou quatro viagens.
-Oh ne c`est pas possible. Je me vien, je me vien.
Derreteu-me o mano gémeo todinho.
Em jeito de despedida ainda desabafei:
-Seulement huit minutes, ne c`est pas possible, ne cést pas possible.
-Oh mon cherri, je suis une profissionele du sex. Trés profissionele. Au revoir.
Foi o que ouvi, já de saida, alegremente vencido.
Já tudo tentei para reviver aquelas inolvidáveis sensações. Dezenas andaram lá perto, mas ainda nenhuma foi tão intensa como aquela.
Caros jovens machos, não percais vós também, a felicidade de um dia, um “avião”, que aterra e descola com facilidade, vos faça uma "ordenha à bolinha" e uma "chupadinha" ao joelho.
Tentai, mendigai, exijam despuradamente, que bem o mereceis.
Zé Morgas

3 comentários:

  1. Zé "Henry Miller" Morgas. Sim senhor... oh dit donc, hein!

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  2. Oh! Zé!!!
    Muito melhor que o almoço de hoje!
    Pronto, vives a tua vida. Da maneira que achas melhor!
    Não é "fácil" escrever um texto destes, sem hipocrisias...
    Sempre teu Amigo.

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  3. És grande Morgas! A serio que não conhecia a tua veia literária! Sabia que havia "ai" muito para contar, mas fazia ideia que estivesse no "papel"
    Continua!
    Abraço
    Miguel Loução

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